quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Você não vale um poema
Mas, contraditório que sou,
Já te fiz

sábado, 13 de dezembro de 2014

É tarde
Mas nem tardar, tardei
Retardei

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A Matemática é simples:
Some
Ou subtraia-se daqui!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Jogo chato

O amor é jogado
Apesar de jogo não ser
E assim não há vencedores
Fazendo meu sonho a dois perecer

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Não Ser

Não sou nada antes:
de ler Kundera
do beijo macio
do fim da espera
de partir no navio

Não sou nada durante:
o choro e o riso
o “olá” e o “adeus”
a necessidade do compromisso
a fé dos ateus

Não sou nada depois:
do Universo que existe
de um doente sorridente
de um filme triste
do fim de um amor ardente

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Redesconstrução



Sou diferente de você
E preciso de algum tempo
Para te desconstruir

Sou curioso por você
E preciso de algum espaço
Para te entender

Sou sedento de você
E não preciso perder tempo
E preciso encurtar o espaço
Entre eu e você
Para te reconstruir em mim

domingo, 31 de agosto de 2014

Alterego



Essa é pra você aprender
Que quando se trata de prazer
Você deve logo é fazer!

sábado, 16 de agosto de 2014



Pergunta-me sobre o Universo
Mas que posso responder-te
Se nem sei dizer-me
De que é composta a alegria
De simplesmente ver-te?

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Loteria



Tudo aquilo o que planejou
Durante os dias em que esteve matutando
Se realizou sem erro no primeiro momento

Estava com ela, como queria!
Era como ganhar na loteria!

Piscou, piscou, beliscou-se e sentiu
Mas como tudo o que vem fácil, vai fácil
A sorte gastou o prêmio do plano

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Era pra ser sobre o mundo



Palavras são pouco pra dizer
E o tempo foi curto, tanto antes quanto agora é
Faço alvoroço por pouco... sempre fiz!
Aprendi, e muito!

Sem saber e tudo começou
Num instante repentino, deixei-me ir
Pelo olhar cruzado que lançou em mim antes
Ladeira abaixo da rua e do coração

Mas você ainda estava acompanhada...
Lembra-te?

Lembro como se fosse o amanhã que projeto
E escrevo com o amor daquele passado
Que é tão incomensuravelmente grande
Ao ponto de não conseguir escrever sobre outro assunto