Os senhores, dos fundos de seus copos de whiskey
Importados da Escócia
De onde sequer conhecem a história
Divagam pelos jantares
Suas senhoras, do alto de seus saltos Luís XV
Adiquiridos em viagem à Paris
Desfilam pelos jantares
Os filhos pensam pairar, por uma fração de segundo, no ar
Quando da alta velocidade de seus jet-skis
A cavalgar sobre as águas do rio
É preciso livrar essa cultura
De precisar ser como eles
De tentar ser como eles
É preciso livrar essa tortura
A vida social, porém,
Pede que nos encontremos
Entre quatro paredes quaisquer
Erguidas abaixo de um teto de vidro
Se faz-se necessário aparecer
Então ostento tudo o que tenho
Não tenho muito a mostrar
Mas o amor, até o fim, vou ostentar
domingo, 2 de janeiro de 2011
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tarefa
Sem saber por onde começar
Começo a trabalhar
Em todos os meus projetos
Todos ao mesmo tempo, fetos
O profissional em mim quer dar as caras
E mostrar que é bom e sabe disso
O amador em mim está sempre presente
Sem saber ao certo o que lhe dizer
A barba, já com incontáveis delongas,
Acusa a vida farta de tarefas e sonhos
Todos em fase de alicerce
Há muito o que se fazer daqui pra frente
Pra ser feliz
Mas é tanta coisa a se fazer
Que não dá pra fazer nada
A tarefa de ser feliz é, realmente, bastante difícil
E as palavras acabam, uma hora ou outra,
Mesmo sem saber
Se ajudaram a flexionar o próximo passo
E sem saber se falavam sobre amor ou a bosta do dinheiro
Começo a trabalhar
Em todos os meus projetos
Todos ao mesmo tempo, fetos
O profissional em mim quer dar as caras
E mostrar que é bom e sabe disso
O amador em mim está sempre presente
Sem saber ao certo o que lhe dizer
A barba, já com incontáveis delongas,
Acusa a vida farta de tarefas e sonhos
Todos em fase de alicerce
Há muito o que se fazer daqui pra frente
Pra ser feliz
Mas é tanta coisa a se fazer
Que não dá pra fazer nada
A tarefa de ser feliz é, realmente, bastante difícil
E as palavras acabam, uma hora ou outra,
Mesmo sem saber
Se ajudaram a flexionar o próximo passo
E sem saber se falavam sobre amor ou a bosta do dinheiro
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Roupa Suja
Aquela pilha de coisas jogadas à revelia
Que não se resolveram
Parece não querer diminuir
As manchas insistem em não sair do colarinho
Ninguém parece querer lavá-la, encardida
Aquele amontoado de alinhavados sujos
Que têm as linhas afrouxadas pela falta de contato
Querer fingir que está tudo limpo é seu maior erro
Minha ingenuidade me irrita, maltrata
Sua falta de memória me assassina
Segundo a segundo
Ponto a ponto de linha suja
Meu desprezo é pra você sentir
O menor pedaço da dor que sobrou em mim
E nós somos cínicos ao ponto de sorrir
Pára, pára
Raiva, sou eu de novo
Que não se resolveram
Parece não querer diminuir
As manchas insistem em não sair do colarinho
Ninguém parece querer lavá-la, encardida
Aquele amontoado de alinhavados sujos
Que têm as linhas afrouxadas pela falta de contato
Querer fingir que está tudo limpo é seu maior erro
Minha ingenuidade me irrita, maltrata
Sua falta de memória me assassina
Segundo a segundo
Ponto a ponto de linha suja
Meu desprezo é pra você sentir
O menor pedaço da dor que sobrou em mim
E nós somos cínicos ao ponto de sorrir
Pára, pára
Raiva, sou eu de novo
terça-feira, 8 de junho de 2010
Amores, amigos, amores amigos e anônimos
Pela falta do amor
Continuo a observar as fotos
E lembrar de alguma coisa antiga que sinto tamanha saudade
Que parece tão antiga quanto as pirâmides de Cairo
Pela saudade dos amigos
Continuo a observar as fotos
E lembrar de alguma cena feliz
Que - somente a cena - já foi muito melhor que a vida inteira dos que fingem bem-estar
Pela falta da família
Me agarro a qualquer vértice ao alcance da mão
E, mesmo assim, lembro-me que posso voltar quando quiser, mesmo que tudo mude
Pela falta do que fazer com meu coração
Me agarro a estes poemas tristes
E lembrar que assim posso compartilhar - com pessoas com e sem nome - a dor de não saber pra onde, porque e como ir
Continuo a observar as fotos
E lembrar de alguma coisa antiga que sinto tamanha saudade
Que parece tão antiga quanto as pirâmides de Cairo
Pela saudade dos amigos
Continuo a observar as fotos
E lembrar de alguma cena feliz
Que - somente a cena - já foi muito melhor que a vida inteira dos que fingem bem-estar
Pela falta da família
Me agarro a qualquer vértice ao alcance da mão
E, mesmo assim, lembro-me que posso voltar quando quiser, mesmo que tudo mude
Pela falta do que fazer com meu coração
Me agarro a estes poemas tristes
E lembrar que assim posso compartilhar - com pessoas com e sem nome - a dor de não saber pra onde, porque e como ir
terça-feira, 18 de maio de 2010
Simplicidade
A vida é simples,
apesar de não ser sempre como queremos e planejamos.
A vida é simples
e você e, às vezes eu, a complicamos.
A vida é simples.
Difícil é viver.
apesar de não ser sempre como queremos e planejamos.
A vida é simples
e você e, às vezes eu, a complicamos.
A vida é simples.
Difícil é viver.
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