sexta-feira, 28 de março de 2014



O espaço é curto
Não posso escrever mais
Ainda sobrou uma linha
Pra dizer que te amei demais

terça-feira, 25 de março de 2014

Sobre esperar



Mudou quase tudo o que existia dentro em você
Sentir parece já não ser prioridade
Procurei todos os teus sinais em dégradé
Mesmo sabendo que amar parece já não ser tua vontade

Como quem não sabia de suas mudanças, te disse:
“O amor próprio é egoísta demais pra ser amor”
Como se aquilo, para você, não existisse
Tornou-se uma inverdade incolor

Triste é saber que não sei o que será
Triste é não saber o que pensar
Já que teus olhos ainda brilham o mesmo
Mas teu olhar parece trabalhar à esmo

Pensei, neste longo hiato,
Justamente sobre tudo o que foi dito
Sobretudo mudou-se quase tudo, de fato
Colocando-me a pensar sobre o amor infinito

Dos olhos ao olhar, como já visto
Muita coisa mudou, no ato
Poderia repetir tudo aquilo que foi dito
Num único lugar ainda te reconheço: no tato

Não posso provar-te que penso em partir
Mas pretendo convencer-te a pensar no porvir
E seria, isto, contigo até o infinito
Tornarei o que almejo um fato ou um mito?

domingo, 3 de novembro de 2013

Vai sentir, vou sentir



Quero tudo!
Menos o que tenho...

O que vivo, já sei
E cansei.

Recebo uma ligação e descubro:
Quero-te ao meu lado, melhor amigo!

No apego do medo que tenho
Que você nem sabe que vai sentir

Sinto um grande medo
De ver-te partir

Tu não fala,
Quem dera o pudesse

Não quero mais nada
Só a ti, o teu bem

Para a sociedade, é de minha posse
Mas, na verdade, pertence ao mundo e ao tempo!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Niilismo, eu.



Sonha-se com o futuro
Sem lembrar-se do passado

Lembra-se do passado
Sem sonhar com o futuro

Sonha-se com o passado
Sem lembrar-se do futuro

Na História ou nas estórias
Esqueceram-se de como foi
E deram-se ao luxo de sonhar

Por mim, tanto faz...
Eu não.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Sem sentidos



Usar os olhos para ver
Usar os ouvidos para ouvir
Usar a pele para sentir
Usar os pés para mover-se
E a língua para gostar
O nariz não quer o nauseante
E os outros sentidos não querem sentir o que sentem
Então o corpo começa a sentir sem os olhos
Gostar com os ouvidos
Proteger a pele
Mover-se pelo tato...
Como imaginou Saramago,
Tornamo-nos animais ao ver uma folha branca em branco.