Ausente era o meu pensamento
Ausente era o meu sentimento
Por você e tudo o que representaria
Nem, sequer, cogitava novamente
A presença de sua companhia
Quando menos esperei
Pensei em ti
Em escrever-te este verso
Mesmo sem ter notícias do passado
Este revisitou meu presente sem avisar
Arrombando a porta da frente das minhas memórias
Ausente tornou-se minha sensatez
Meu ódio produzido está em xeque
Porque sua presença é sentida até pelas minhas pernas
Agora dá-me razão
Mas o amor não é feito disto
E mesmo que, a razão seja minha,
Ela de nada me vale
Eu tinha razão, e por isso não tinha você
A ausência está aqui
A ausência está em mim
Sua ausência em mim
segunda-feira, 6 de junho de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Carta ao soldado
Mesmo que não tivesse sido convocado, essa seria a sua missão. Seu destino (se é que isso existe) o projetou a enfrentar esta batalha. E você sabe que, mesmo que sua razão dissesse “não”, a resposta seria “sim”, pois ela viria do coração.
Foi preciso mudar velhos hábitos, enxergar novos horizontes, novas possibilidades, respirar novos ares. Soube que você foi de peito aberto e com poucas armas, mesmo sabendo que precisaria matar um exército inteiro sozinho por dia.
E você o fez.
Aprendeu a matar seus inimigos, seus medos, e até a se esconder quando foi preciso. De trincheira em trincheira você ganhou terreno, coragem e experiência. A cada grito de socorro que você ouviu, tentou ajudar da melhor maneira possível, com seu suposto sangue frio.
Quem disse “sim”, se você bem lembra, foi seu coração e seu sangue, quente, o fez se perguntar quando seria a sua vez de pedir ajuda. O medo é importante, pois traz consigo a astúcia para agir e a cautela para vencer.
Você travou as suas batalhas, não a de outros. Você conquistou o seu objetivo, não o de outros.
Enfrentou seus inimigos pessoais, íntimos, e venceu.
Você venceu, soldado. Venceu para o seu bem.
Você sobreviveu, soldado. Sobreviveu sem prejudicar ninguém.
Já sabe qual será a próxima batalha?
Espero que seja, também, por amor e paz, ou coisa que o valha.
Foi preciso mudar velhos hábitos, enxergar novos horizontes, novas possibilidades, respirar novos ares. Soube que você foi de peito aberto e com poucas armas, mesmo sabendo que precisaria matar um exército inteiro sozinho por dia.
E você o fez.
Aprendeu a matar seus inimigos, seus medos, e até a se esconder quando foi preciso. De trincheira em trincheira você ganhou terreno, coragem e experiência. A cada grito de socorro que você ouviu, tentou ajudar da melhor maneira possível, com seu suposto sangue frio.
Quem disse “sim”, se você bem lembra, foi seu coração e seu sangue, quente, o fez se perguntar quando seria a sua vez de pedir ajuda. O medo é importante, pois traz consigo a astúcia para agir e a cautela para vencer.
Você travou as suas batalhas, não a de outros. Você conquistou o seu objetivo, não o de outros.
Enfrentou seus inimigos pessoais, íntimos, e venceu.
Você venceu, soldado. Venceu para o seu bem.
Você sobreviveu, soldado. Sobreviveu sem prejudicar ninguém.
Já sabe qual será a próxima batalha?
Espero que seja, também, por amor e paz, ou coisa que o valha.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ostentação
Os senhores, dos fundos de seus copos de whiskey
Importados da Escócia
De onde sequer conhecem a história
Divagam pelos jantares
Suas senhoras, do alto de seus saltos Luís XV
Adiquiridos em viagem à Paris
Desfilam pelos jantares
Os filhos pensam pairar, por uma fração de segundo, no ar
Quando da alta velocidade de seus jet-skis
A cavalgar sobre as águas do rio
É preciso livrar essa cultura
De precisar ser como eles
De tentar ser como eles
É preciso livrar essa tortura
A vida social, porém,
Pede que nos encontremos
Entre quatro paredes quaisquer
Erguidas abaixo de um teto de vidro
Se faz-se necessário aparecer
Então ostento tudo o que tenho
Não tenho muito a mostrar
Mas o amor, até o fim, vou ostentar
Importados da Escócia
De onde sequer conhecem a história
Divagam pelos jantares
Suas senhoras, do alto de seus saltos Luís XV
Adiquiridos em viagem à Paris
Desfilam pelos jantares
Os filhos pensam pairar, por uma fração de segundo, no ar
Quando da alta velocidade de seus jet-skis
A cavalgar sobre as águas do rio
É preciso livrar essa cultura
De precisar ser como eles
De tentar ser como eles
É preciso livrar essa tortura
A vida social, porém,
Pede que nos encontremos
Entre quatro paredes quaisquer
Erguidas abaixo de um teto de vidro
Se faz-se necessário aparecer
Então ostento tudo o que tenho
Não tenho muito a mostrar
Mas o amor, até o fim, vou ostentar
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tarefa
Sem saber por onde começar
Começo a trabalhar
Em todos os meus projetos
Todos ao mesmo tempo, fetos
O profissional em mim quer dar as caras
E mostrar que é bom e sabe disso
O amador em mim está sempre presente
Sem saber ao certo o que lhe dizer
A barba, já com incontáveis delongas,
Acusa a vida farta de tarefas e sonhos
Todos em fase de alicerce
Há muito o que se fazer daqui pra frente
Pra ser feliz
Mas é tanta coisa a se fazer
Que não dá pra fazer nada
A tarefa de ser feliz é, realmente, bastante difícil
E as palavras acabam, uma hora ou outra,
Mesmo sem saber
Se ajudaram a flexionar o próximo passo
E sem saber se falavam sobre amor ou a bosta do dinheiro
Começo a trabalhar
Em todos os meus projetos
Todos ao mesmo tempo, fetos
O profissional em mim quer dar as caras
E mostrar que é bom e sabe disso
O amador em mim está sempre presente
Sem saber ao certo o que lhe dizer
A barba, já com incontáveis delongas,
Acusa a vida farta de tarefas e sonhos
Todos em fase de alicerce
Há muito o que se fazer daqui pra frente
Pra ser feliz
Mas é tanta coisa a se fazer
Que não dá pra fazer nada
A tarefa de ser feliz é, realmente, bastante difícil
E as palavras acabam, uma hora ou outra,
Mesmo sem saber
Se ajudaram a flexionar o próximo passo
E sem saber se falavam sobre amor ou a bosta do dinheiro
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Roupa Suja
Aquela pilha de coisas jogadas à revelia
Que não se resolveram
Parece não querer diminuir
As manchas insistem em não sair do colarinho
Ninguém parece querer lavá-la, encardida
Aquele amontoado de alinhavados sujos
Que têm as linhas afrouxadas pela falta de contato
Querer fingir que está tudo limpo é seu maior erro
Minha ingenuidade me irrita, maltrata
Sua falta de memória me assassina
Segundo a segundo
Ponto a ponto de linha suja
Meu desprezo é pra você sentir
O menor pedaço da dor que sobrou em mim
E nós somos cínicos ao ponto de sorrir
Pára, pára
Raiva, sou eu de novo
Que não se resolveram
Parece não querer diminuir
As manchas insistem em não sair do colarinho
Ninguém parece querer lavá-la, encardida
Aquele amontoado de alinhavados sujos
Que têm as linhas afrouxadas pela falta de contato
Querer fingir que está tudo limpo é seu maior erro
Minha ingenuidade me irrita, maltrata
Sua falta de memória me assassina
Segundo a segundo
Ponto a ponto de linha suja
Meu desprezo é pra você sentir
O menor pedaço da dor que sobrou em mim
E nós somos cínicos ao ponto de sorrir
Pára, pára
Raiva, sou eu de novo
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