Ultimamente a vida tem sido bem sem graça (assim como esse texto pode ser pra você, então não se frustre já que teima em lê-lo e se, ao final, tiver perdido seu tempo ou seu sossego ou o que você chama de felicidade), mesmo com todas as coisas que me levariam a achá-la divertida, festiva, convidativa, enfim... feliz!
Já disse muitas vezes (não para os outros, mas só pra mim mesmo) que ainda não descobri a felicidade em si. Nem, sequer, uma vez. E isso não é choramingar. Tenho certeza que não conheci mesmo!
Penso até que cheguei perto dela muitas vezes... muito perto, mas isso não é uma coisa que depende só de mim. A felicidade não se consegue sozinho e você bem sabe disso!
Pulando alguns capítulos da minha vida, chegamos ao momento atual.
Hoje eu só quero ter paz, uma mulher ao meu lado, em que eu possa confiar, agradar, compartilhar momentos simples como uma festa entre amigos, olhar o movimento em arco do Cruzeiro do Sul no Céu, a Lua cheia nascendo gigantesca no horizonte ou o cachorro que corre em parceria com seu amigo no gramado.
Eu sou capaz de contemplar esses fenômenos todos os dias, assim como qualquer um, apesar de cada um de nós dar a eles diferentes valores. O problema é que quando fazemos isso sozinhos, a graça, o momento do milagre, se perde quase que todo, se liquefaz, escorrendo por entre os dedos até sumir.
Foram poucos os dias da minha vida que cheguei perto do que eu chamaria de felicidade. Hoje, como não estou nem um pouco alegre como você já pode perceber, só consigo me lembrar de um dia da minha vida que eu cheguei bem perto da felicidade.
Não cabe aqui dizer que dia, hora e estação do ano foi esse; só cabe dizer que eu era completo naquele dia! Eu tinha uma família à minha espera e aquilo que eu considerava que se transformaria em amor pleno estava ao meu alcance, me olhando nos olhos, sorrindo para mim!
Mas, como você sabe que não está lendo um conto de fadas, já te adianto que tudo isso acabou por aqui! Rápido assim! O texto é incompleto porque saiu de uma só vez! A história é incompleta porque ainda não terminou e eu quero que tenha um final feliz. Eu já havia lhe dito que a felicidade não se consegue sozinho, se lembra?
Pois bem, o que eu fiz foi demonstrar amor, vontade, lágrimas que sofri por ela, alegria (que se transformaria - acreditava eu - logo, logo em felicidade). Eu queria mostrar que aquilo que acontecia entre eu e ela era simplesmente tudo o que eu queria para o resto da vida!
Tenho muitos amigos, isso eu não posso negar! Amigos que eu daria a vida para salvar... e sei que eles pensam como eu! Tenho minha família sensacional que amo e sei que me amam também. Eles são meu anteparo contra a tristeza, meu chá de camomila contra a doença, o abraço que eu preciso pra continuar a ter esperança, a alegria que me mantém trilhando o caminho em busca da felicidade... ah, você entendeu!
Isso é bastante? Claro que sim, mas não é o suficiente! Eu quero dormir e acordar ao lado dela, sentir o seu cheiro, perder o fôlego e quase ter um ataque cardíaco sempre que estiver com ela, como sempre acontece, e hoje não foi diferente.
Meu coração queria rasgar o peito só pra mostrar que ainda bate muito forte em seu favor... e eu queria que ele me abrisse o peito naquele momento mesmo.
Ela me disse pra não dizer mais nenhuma palavra, e eu não vou mais dizer! Vou demonstrar com os meus sentidos e sentimentos o que realmente acontece comigo sem dizer nada! Se não entender o que eu quero dizer daqui em diante, acho que quem está enganado sou eu.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Sem Sentido
Ao se apresentar
Não acreditei que me apaixonaria
E nem que ela cruzasse aquelas palavras
Palavras que, nem no jogo, se cruzam
Mas sua missão na terra se cumpriu, por fim
Objetivou arrancar-me o coração
E o fez sem pensar, antes de sair pela porta
Sem me deixar ciente do “depois”
Demonstrando vontade de viver
Ele ainda pulsava fortemente
Ela ruma, hoje, quilômetros
A cada passo meu em sua direção
Sem preocupar-se com o fato
De eu me preocupar ou não
Em ter perdido todos os sentidos
O tato, o equilíbrio, a visão
Os objetivos, a alegria anódina
E qualquer outro sentido que “sentido” represente
Não acreditei que me apaixonaria
E nem que ela cruzasse aquelas palavras
Palavras que, nem no jogo, se cruzam
Mas sua missão na terra se cumpriu, por fim
Objetivou arrancar-me o coração
E o fez sem pensar, antes de sair pela porta
Sem me deixar ciente do “depois”
Demonstrando vontade de viver
Ele ainda pulsava fortemente
Ela ruma, hoje, quilômetros
A cada passo meu em sua direção
Sem preocupar-se com o fato
De eu me preocupar ou não
Em ter perdido todos os sentidos
O tato, o equilíbrio, a visão
Os objetivos, a alegria anódina
E qualquer outro sentido que “sentido” represente
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Como a água
Eu preciso de você
Em todas as suas formas
Sentir, ao seu lado, a dor
E a alegria emanada de sua alma
Nestas águas turbulentas de sentimentos entrelaçados
Preciso, novamente, sentir seus sinais vitais
E seu sangue, com vida própria, pulsando
Acreditando ser possível misturar-se ao meu
Como a água do rio quando encontra o mar aberto em paz
Para, assim, acreditar que aqueles breves momentos foram reais
De seu corpo, guardo a lembrança do carinho
De seus olhos, guardo a cor e a sinceridade
Como a água límpida e pura da chuva
Que espero ansiosamente para encontrar novamente
E o afeto incondicional que sabe que lhe tenho
Dos meus olhos, sei que guarda a sinceridade
Que, pudeste perceber, derramaram-te palavras líquidas
Palavras que cumpriram a missão de me abrir as comportas dos olhos
Para que jorrassem a vontade pelas objetivas
Como abrem-se as comportas de uma represa trancafiada há tempos
Em todas as suas formas
Sentir, ao seu lado, a dor
E a alegria emanada de sua alma
Nestas águas turbulentas de sentimentos entrelaçados
Preciso, novamente, sentir seus sinais vitais
E seu sangue, com vida própria, pulsando
Acreditando ser possível misturar-se ao meu
Como a água do rio quando encontra o mar aberto em paz
Para, assim, acreditar que aqueles breves momentos foram reais
De seu corpo, guardo a lembrança do carinho
De seus olhos, guardo a cor e a sinceridade
Como a água límpida e pura da chuva
Que espero ansiosamente para encontrar novamente
E o afeto incondicional que sabe que lhe tenho
Dos meus olhos, sei que guarda a sinceridade
Que, pudeste perceber, derramaram-te palavras líquidas
Palavras que cumpriram a missão de me abrir as comportas dos olhos
Para que jorrassem a vontade pelas objetivas
Como abrem-se as comportas de uma represa trancafiada há tempos
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Companhia doméstica
Companheira de minha mãe
Enquanto meu pai dorme
Esperando, já cansado, pelo trabalho do próximo dia
Ou enquanto meu irmão sai
E enquanto também estou fora ou lendo um livro
Companheira fiel
Esforçada em manter minha mãe em casa
Sem que ela enlouqueça
Com esse silêncio ensurdecedor
Não faço o certo em dormir
E não estar com ela e fazê-la sorrir
Que seja por um segundo
A presença de corpo e alma alegra a mim e a ela
Distrái, entretém
Desconfio até que converse com ela
A televisão tem salvado sua vida
Ao mesmo tempo aprisionando-a sem que saiba
Pelo seu bem
- Quero te salvar, mãe! Preciso te salvar!
Calma... calma que o pai também já vai se aposentar!
Enquanto meu pai dorme
Esperando, já cansado, pelo trabalho do próximo dia
Ou enquanto meu irmão sai
E enquanto também estou fora ou lendo um livro
Companheira fiel
Esforçada em manter minha mãe em casa
Sem que ela enlouqueça
Com esse silêncio ensurdecedor
Não faço o certo em dormir
E não estar com ela e fazê-la sorrir
Que seja por um segundo
A presença de corpo e alma alegra a mim e a ela
Distrái, entretém
Desconfio até que converse com ela
A televisão tem salvado sua vida
Ao mesmo tempo aprisionando-a sem que saiba
Pelo seu bem
- Quero te salvar, mãe! Preciso te salvar!
Calma... calma que o pai também já vai se aposentar!
sábado, 5 de dezembro de 2009
A mulher, a música, a minha morte
Os olhos que me olhavam
Se transformaram em letra e notas musicais
A vida parecia a canção mais bela que já senti
Consegui, enfim,
A música perfeita se fez em mim
Era o que precisava para poder morrer em paz
Sentimento do lado de cá
Só desejo e vontade do lado de lá
E eu soube que tudo aquilo iria acabar brevemente
Os encontros eram simples
E eram como arritmias cardíacas
Esporádicos, breves, intensos
Jogado para fora de sua vida, às pressas
Então, por fim, pude morrer sem paz
Sem rima de par entre nós
E sem lógica alguma
Como um poema sem lógica
Que tem um início
Um fim que já se conhece
E um meio arrítmico
Se transformaram em letra e notas musicais
A vida parecia a canção mais bela que já senti
Consegui, enfim,
A música perfeita se fez em mim
Era o que precisava para poder morrer em paz
Sentimento do lado de cá
Só desejo e vontade do lado de lá
E eu soube que tudo aquilo iria acabar brevemente
Os encontros eram simples
E eram como arritmias cardíacas
Esporádicos, breves, intensos
Jogado para fora de sua vida, às pressas
Então, por fim, pude morrer sem paz
Sem rima de par entre nós
E sem lógica alguma
Como um poema sem lógica
Que tem um início
Um fim que já se conhece
E um meio arrítmico
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