Eu preciso de você
Em todas as suas formas
Sentir, ao seu lado, a dor
E a alegria emanada de sua alma
Nestas águas turbulentas de sentimentos entrelaçados
Preciso, novamente, sentir seus sinais vitais
E seu sangue, com vida própria, pulsando
Acreditando ser possível misturar-se ao meu
Como a água do rio quando encontra o mar aberto em paz
Para, assim, acreditar que aqueles breves momentos foram reais
De seu corpo, guardo a lembrança do carinho
De seus olhos, guardo a cor e a sinceridade
Como a água límpida e pura da chuva
Que espero ansiosamente para encontrar novamente
E o afeto incondicional que sabe que lhe tenho
Dos meus olhos, sei que guarda a sinceridade
Que, pudeste perceber, derramaram-te palavras líquidas
Palavras que cumpriram a missão de me abrir as comportas dos olhos
Para que jorrassem a vontade pelas objetivas
Como abrem-se as comportas de uma represa trancafiada há tempos
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Companhia doméstica
Companheira de minha mãe
Enquanto meu pai dorme
Esperando, já cansado, pelo trabalho do próximo dia
Ou enquanto meu irmão sai
E enquanto também estou fora ou lendo um livro
Companheira fiel
Esforçada em manter minha mãe em casa
Sem que ela enlouqueça
Com esse silêncio ensurdecedor
Não faço o certo em dormir
E não estar com ela e fazê-la sorrir
Que seja por um segundo
A presença de corpo e alma alegra a mim e a ela
Distrái, entretém
Desconfio até que converse com ela
A televisão tem salvado sua vida
Ao mesmo tempo aprisionando-a sem que saiba
Pelo seu bem
- Quero te salvar, mãe! Preciso te salvar!
Calma... calma que o pai também já vai se aposentar!
Enquanto meu pai dorme
Esperando, já cansado, pelo trabalho do próximo dia
Ou enquanto meu irmão sai
E enquanto também estou fora ou lendo um livro
Companheira fiel
Esforçada em manter minha mãe em casa
Sem que ela enlouqueça
Com esse silêncio ensurdecedor
Não faço o certo em dormir
E não estar com ela e fazê-la sorrir
Que seja por um segundo
A presença de corpo e alma alegra a mim e a ela
Distrái, entretém
Desconfio até que converse com ela
A televisão tem salvado sua vida
Ao mesmo tempo aprisionando-a sem que saiba
Pelo seu bem
- Quero te salvar, mãe! Preciso te salvar!
Calma... calma que o pai também já vai se aposentar!
sábado, 5 de dezembro de 2009
A mulher, a música, a minha morte
Os olhos que me olhavam
Se transformaram em letra e notas musicais
A vida parecia a canção mais bela que já senti
Consegui, enfim,
A música perfeita se fez em mim
Era o que precisava para poder morrer em paz
Sentimento do lado de cá
Só desejo e vontade do lado de lá
E eu soube que tudo aquilo iria acabar brevemente
Os encontros eram simples
E eram como arritmias cardíacas
Esporádicos, breves, intensos
Jogado para fora de sua vida, às pressas
Então, por fim, pude morrer sem paz
Sem rima de par entre nós
E sem lógica alguma
Como um poema sem lógica
Que tem um início
Um fim que já se conhece
E um meio arrítmico
Se transformaram em letra e notas musicais
A vida parecia a canção mais bela que já senti
Consegui, enfim,
A música perfeita se fez em mim
Era o que precisava para poder morrer em paz
Sentimento do lado de cá
Só desejo e vontade do lado de lá
E eu soube que tudo aquilo iria acabar brevemente
Os encontros eram simples
E eram como arritmias cardíacas
Esporádicos, breves, intensos
Jogado para fora de sua vida, às pressas
Então, por fim, pude morrer sem paz
Sem rima de par entre nós
E sem lógica alguma
Como um poema sem lógica
Que tem um início
Um fim que já se conhece
E um meio arrítmico
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Você e o litoral
Procuro-te pelas dunas de Natal
Não sei ao certo seu nome, será Joaquina?
Queria encontrar-te na Praia dos Amores
E não dar de cara com as falésias onde está minha Canoa Quebrada
Em qualquer praia de Barra de Santo Antônio, casaria-me contigo
Já que diz-se ser forte o santo no tema
Vou à Praia do Farol buscar luz para encontrar minha felicidade ao seu lado
Para encontrar seu nome na lista das pessoas maravilhosas desse mundo
À Boa Viagem pretendo chegar são e salvo
E depois me embebedar de você antes de partirmos para outro lugar
Pois ao Porto de Galinhas e à Baía dos Porcos
Não pretendo desperdiçar meu tempo pensando pelo nome do lugar
Copacabana nem me importa tanto, não me interessa
Muito menos me interessa Ipanema e sua garota se tenho você
Nem que me joguem (em) Búzios eu acreditaria num amor forjado
Amor, assim, de palavra fraca, de terno e gravata
Eu só preciso, única e exclusivamente, de ti
Meu Porto Seguro
Não sei ao certo seu nome, será Joaquina?
Queria encontrar-te na Praia dos Amores
E não dar de cara com as falésias onde está minha Canoa Quebrada
Em qualquer praia de Barra de Santo Antônio, casaria-me contigo
Já que diz-se ser forte o santo no tema
Vou à Praia do Farol buscar luz para encontrar minha felicidade ao seu lado
Para encontrar seu nome na lista das pessoas maravilhosas desse mundo
À Boa Viagem pretendo chegar são e salvo
E depois me embebedar de você antes de partirmos para outro lugar
Pois ao Porto de Galinhas e à Baía dos Porcos
Não pretendo desperdiçar meu tempo pensando pelo nome do lugar
Copacabana nem me importa tanto, não me interessa
Muito menos me interessa Ipanema e sua garota se tenho você
Nem que me joguem (em) Búzios eu acreditaria num amor forjado
Amor, assim, de palavra fraca, de terno e gravata
Eu só preciso, única e exclusivamente, de ti
Meu Porto Seguro
sábado, 7 de novembro de 2009
Sacrificando poemas
Sigo, sem cessar
Lamentando, neste momento
A palavra que não quer chegar
Prossigo, sem esquecer
Dos momentos de outrora
Onde a palavra vinha, mesmo que carregada de desilusão
Levo a vida, por hora
Sacrificando poemas
Levo a vida, por hora
Com paixão que pede hora
Na tristeza a palavra de poeta se satisfaz
Aparece à graça do freguês
Na alegria a palavra parece não querer se colocar
Desaparece à escuridão da vez
Levo a vida, agora
Somando o tempo que me resta
Levo a vida, agora
Pensando se tudo é só por hora
Sigo, sem me cansar
Matutando quando poderei te ver novamente
Pra matar meu desassossego
Prossigo, sem me preocupar
Deixando de pensar em minhas tristes palavras
A sacrificar meus tristes poemas
Lamentando, neste momento
A palavra que não quer chegar
Prossigo, sem esquecer
Dos momentos de outrora
Onde a palavra vinha, mesmo que carregada de desilusão
Levo a vida, por hora
Sacrificando poemas
Levo a vida, por hora
Com paixão que pede hora
Na tristeza a palavra de poeta se satisfaz
Aparece à graça do freguês
Na alegria a palavra parece não querer se colocar
Desaparece à escuridão da vez
Levo a vida, agora
Somando o tempo que me resta
Levo a vida, agora
Pensando se tudo é só por hora
Sigo, sem me cansar
Matutando quando poderei te ver novamente
Pra matar meu desassossego
Prossigo, sem me preocupar
Deixando de pensar em minhas tristes palavras
A sacrificar meus tristes poemas
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