Se embrenhou na vida
Como quem nada quer
Se embrenhou no mar
Como quem quer paz
Se embrenhou no mato
Como quem quer fugir
Se embrenhou na multidão
Como quem quer encontrar alguém
Se embrenhou nas construções
Como quem tem medo de ter medo
Se embrenhou em busca do horizonte
Como quem não sabe do infinito
Se embrenhou em tudo buscando algo
Como quem achava que sabia o que queria
Nada conseguiu
Então se lembrou que a morte lhe traria todos os sentimentos e sentidos
E que esta também lhe forneceria todas as respostas
domingo, 31 de agosto de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Jazz
Minha vida, ultimamente, tem sido como uma música de jazz. Bastante confusa por sua complexidade. Leva tempo até que você a entenda completamente. Ela tem muitos tempos diferentes e em sua maioria é apenas instrumental, ou seja, sem voz. Assim como nas músicas, não tenho ouvido muitas vozes ultimamente, utilizado a minha: muito menos.
Ainda tento ouvir todos os sons que emanam deste fenômeno, para que, de alguma forma, me despertem. Mas será que sou eu, realmente, quem está fora do ritmo? Tocando a vida da forma que não encontro uma boa saída? Poderia ser o inverso: as pessoas não dão a mínima para a minha obra mesmo, nem para quem sou nem para que sirvo.
A única diferença perceptível entre minha vida ultimamente e o jazz é a de que os músicos de jazz sabem muito bem o que estão fazendo e todos têm seu momento de destaque na apresentação.
Mas o certo e imutável é que não quero terminar como um triste músico solo.
Ainda tento ouvir todos os sons que emanam deste fenômeno, para que, de alguma forma, me despertem. Mas será que sou eu, realmente, quem está fora do ritmo? Tocando a vida da forma que não encontro uma boa saída? Poderia ser o inverso: as pessoas não dão a mínima para a minha obra mesmo, nem para quem sou nem para que sirvo.
A única diferença perceptível entre minha vida ultimamente e o jazz é a de que os músicos de jazz sabem muito bem o que estão fazendo e todos têm seu momento de destaque na apresentação.
Mas o certo e imutável é que não quero terminar como um triste músico solo.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Apesar de tudo
Apesar de o Universo ser desconhecido como a palma da minha mão;
Apesar de o mundo ser esta conspiração, esse caos ordenado;
Apesar de a vida já ser tão frágil e passageira, pessoas ainda matam umas às outras.
Apesar disso, ainda tenho esperança.
Apesar de a árvore estar seca;
Apesar de o jornal não esquentar o mendigo;
Apesar de a boa música não tocar
e de a água já não ser mais tão límpida e bela;
Ainda assim tenho esperança.
Apesar de não haver mais brilho nos olhos;
Apesar de não haver mais abraços de verdade;
Apesar de não haver mais amor sem dor;
Apesar de se quer existir a verdade, ainda tenho esperança.
Apesar de tudo ainda tenho esperança.
Apesar de o mundo ser esta conspiração, esse caos ordenado;
Apesar de a vida já ser tão frágil e passageira, pessoas ainda matam umas às outras.
Apesar disso, ainda tenho esperança.
Apesar de a árvore estar seca;
Apesar de o jornal não esquentar o mendigo;
Apesar de a boa música não tocar
e de a água já não ser mais tão límpida e bela;
Ainda assim tenho esperança.
Apesar de não haver mais brilho nos olhos;
Apesar de não haver mais abraços de verdade;
Apesar de não haver mais amor sem dor;
Apesar de se quer existir a verdade, ainda tenho esperança.
Apesar de tudo ainda tenho esperança.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Embaixo da árvore
Eu gostaria de escrever todas as poesias de amor
com todas as palavras que me viessem à mente
Gostaria de transmitir alguma alegria de alguma forma
Mas só o que me deram para escrever
foram estas palavras tristes e desacreditadas
que servem de lamento somadas às minhas horas de agonia, só
Poderia estar em qualquer lugar deste mundo
Em qualquer praça, ônibus,
sentado numa mesa de bar ou embaixo de uma árvore com meu violão,
mas que não estivesse escrevendo estes versos
Que estivesse com a mulher da minha vida
E que tivesse certeza de que ela fosse esta
com todas as palavras que me viessem à mente
Gostaria de transmitir alguma alegria de alguma forma
Mas só o que me deram para escrever
foram estas palavras tristes e desacreditadas
que servem de lamento somadas às minhas horas de agonia, só
Poderia estar em qualquer lugar deste mundo
Em qualquer praça, ônibus,
sentado numa mesa de bar ou embaixo de uma árvore com meu violão,
mas que não estivesse escrevendo estes versos
Que estivesse com a mulher da minha vida
E que tivesse certeza de que ela fosse esta
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Poesia de bar
A poesia, aqui, é qualquer
É jogada, suja ou limpa,
Não importa
Mal talhada
Rústica
Como uma peça feita à mão
A poesia, aqui, é feita com os pés no chão
E o braço encostado no balcão
Ou o olhar vai para a rua
Ou vai longe, pra dentro das memórias e da esperança
A poesia, aqui, é de vitória ou derrota
De amor ou de ódio
Todas mal acompanhadas
De palavras tortas
E uma dose do que tiver
Mas nada disso importa
Pois, na arte,
Seu fim justifica seu meio
É jogada, suja ou limpa,
Não importa
Mal talhada
Rústica
Como uma peça feita à mão
A poesia, aqui, é feita com os pés no chão
E o braço encostado no balcão
Ou o olhar vai para a rua
Ou vai longe, pra dentro das memórias e da esperança
A poesia, aqui, é de vitória ou derrota
De amor ou de ódio
Todas mal acompanhadas
De palavras tortas
E uma dose do que tiver
Mas nada disso importa
Pois, na arte,
Seu fim justifica seu meio
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